terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Menina das águas - Parte II


 
O fim do dia é sempre uma altura do dia muito complicada e todos os que como nós acharam que seria o máximo ter filhos ao ponto de os chegar mesmo a conceber, sabem exactamente de que falo. Entre tratar do jantar, do passeio do Joka, do banho da Rita e dos restantes affairs* domésticos, nem sempre conseguimos estar constantemente de olho na pimpolha. Sabemos onde está, o que está a fazer e vamos controlando de quando em vez para garantir o que não tem garantia possível, ou seja, que se está a portar menos mal. Já nem pedimos que se porte bem, pois a Rita portar-se bem é como um Cadillac, um sonho antigo mas que sabemos jamais se tornará real.
Hoje após o banho e o jantar da rapariga, enquanto andavamos ocupados a tratar no nosso próprio jantar, a Rita andava ali pela cozinha entretida com o garrafão da água que estava debaixo da mesa. Tudo estava na mais "Santa Paz" até que comecei a sentir os pés molhados e frios. O primeiro pensamento que assaltou o neurónio foi o de uma inundação no prédio. Olho para trás e vejo a Rita que há 3 meses era tão sossegada no seu pikeno mundo de 1mx1m, sentada no meio da água com o garrafão numa mão e a rolha na outra, toda sorridente e encharcada até à fralda... Mas vá, há que encontrar o lado positivo de todas as situações. Fiquei mais descansado quando percebi que afinal a inundação foi local e afectou apenas a nossa cozinha, a sala, o corredor, a despensa e que o Joka sabe nadar ainda que seja à cão.
Eu sabia que este dia havia de chegar, o dia em que a menina vira mulher e está mais forte que nos lembravamos... Ou queríamos lembrar. Mais um passo dado em direcção do dia que entrará em casa com um Abutre pela mão e me dirá...

Pai, tenho uma boa e uma má notícia, qual queres primeiro?

*Só para que se situem, Affairs no contexto doméstico nada tem a ver com mulheres ou homens, não envolve lingeries, champanhe, morangos, chocolate, quartos de hotel ou gente no quarto ao lado a bater com o chinelo na parede e a pedir por todos os santos que os deixe dormir.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Pepe, Pintas e nada de Joka!


Acho que a Rita tem um problema de atitude. A sério, acho mesmo. Até agora não me incomodava e não lhe dei grande importância, até lhe achava uma certa graça, admito. Neste momento com o crescer da moça, o dilema tem-se tornado mais evidente e começa a  refletir-se na forma como trata o resto do clã, ou seja nós abaixo de gente e o Joka abaixo de cão.
É do conhecimento comum que a Rita se recusa terminantemente a dizer "mamã". Já falamos acerca disso neste blog e sob pena de desatar a rir e perder a concentração e objectividade que requer um assunto tão sério, não me vou alongar no assunto. Devo apenas dizer que o que me pareceu na altura um capricho transbordando graça e uma excelente história para contar aos netos, adquiriu agora proporções dignas de preocupação ao nível de um Orçamento de Estado, qui ça até a distância mental que separam o Presidente da República do seu antepassado, o macaco. É grave!

Há uns dias fomos a casa da avó T. que tem um gato. Bastou dizermos uma vez, uma única vez - "Olha o Pepe" que a Rita de imediato repetiu o nome do bichano e nunca mais se calou desde então. É Pepe para cá, é Pepe para lá, é Pepe, Pepe, Pepe, chegando mesmo a irritar e colocar em causa a competência do papagaio da vizinha.
Hoje fomos passear o Joka e cruzamo-nos com um Grand Danois, o "Pintas". Escusado será dizer que quando lhe disse - "Ó Rita olha o Pintas", a ingrata da rapariga gritou de imediato "Pitá! Pitá! Pitá!".
O Jokinha que anseia ouvir o seu nome na voz de Rita Catita vai para uns meses, coitado, olhou para o chão, baixou as orelhas e começou a correr para casa deixando um rasto de lágrimas que até um cego seguia de com uma perna atrás das costa. Não se faz!

Eu acho que ela tem um problema connosco. Repete alegremente tudo quanto é nome que apanha na rua. É de abraços com tudo quanto é cão das redondezas e tenho fé que em pouco tempo será capaz de dizer de memória o nome da equipa principal do FCP e respectivas posições em campo. Lá em casa é que não faz favores.

E só diz papá porque para minha felicidade fui em bom tempo e ainda consegui apanhar uma promoção...


sábado, 1 de dezembro de 2012

Das coisas na puericultura que me fazem confusão - Parte IV

Das coisas na puericultura que me fazem confusão ao ponto de dúvidar do que o futuro nos reserva, há algumas que classificam como coisas que me fazem "mesmo muita confusão". Este livro está no top.


(...............................)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sea Life



Por estes dias lembrei-me que poderia ser giro levar a Rita a ver os peixes ao Sea Life.
Fui ao site ver os horários e os preços e é nesta altura que a minha carteira quase teve um colapso. Se quiser lá ir com a catraia e a F. a coisa fica por trinta moedas de euro (a Rita não paga), fora os extras.

Vamos ter que levar a catraia a ver os peixes, isso é ponto assente.
É importante que a pimpolha comece a aperceber-se da variedade de animais que existem para além dos pais, dos amigos dos pais e do Joka (eu sei o que estão a pensar. "O cromo disse que era um animal, assim como a F. e os amigos" - Pois disse, têm toda a razão, esqueci-me dos leitores deste blog...) Acima de tudo é uma boa oportunidade de passar uns bons momentos em família.

Assim sendo, depois de muito pensar e repensar até distender os vasos sanguíneos encontrei uma solução para levar a Ritinha a ver os peixes sem gastar uma fortuna.
Sábado de manhã bem cedinho lá estamos nós "batidinhos" na secção de frescos do Pingo Doce...

P.S. Ir ao Sea Life ia ser um problema. Com os gritos agudos que a Ritinha dá ia partir aqueles vidros todos e depois ia ser uma grande chatice para tirar as pessoas da boca dos tubarões...

domingo, 18 de novembro de 2012

Das coisas na puericultura que me fazem confusão - Parte V

Das coisas na puericultura que me fazem confusão , nunca mas nunca no cenário mais negro pensei que o Panda também me viesse a confundir desta forma.
O Panda é fófinho, o Panda é amigo, o Panda é acima de tudo inocente.
Será que é? É a dúvida com que fico ao ver o alinhamento das suas músicas no youtube...


Volta Noddy... Estás perdoado!!!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Das coisas na puericultura que me fazem confusão - Parte III

Das coisas na puericultura que fazem confusão, apresento-vos o macaco "abençoado".
Por mais que tente abstrair a minha mente de toda a perversão acomulada durante anos e anos...
Não adianta, o macaco continua a ser perverso!


Tenho ou não tenho razão???



terça-feira, 13 de novembro de 2012

Menina das águas


Quanto mais o tempo passa, mais a Rita me faz lembrar a água nas enchentes do Rio Douro.
Quando nos apercebemos que está por perto temos que ser rápidos a pôr tudo tão alto quanto possível...

... o que me faz pensar que a ânsia que sentimos em ver a magana a andar, se mutará num descair de ombros ao descobrir que não só continuará a agarrar e destruir tudo que consegue alcançar, como o fará mais longe e mais alto.

Já fostes!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A Rita é um(a) doce!

Ontem á noite a Ritinha deu-nos esta música...

Uma da manhã, hei!
Choro ás duas da manhã...
Choro ás três da manhã, hei!
Choro ás quatro da manhã...

Choro ás cinco da manhã, hei!
Choro ás seis da manhã...
Choro ás sete da manhã e depois...
Vou dormir e eles vão trabalhar os dois... (tumtumtum tumtumtum ) Bem bom, hei!!!


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Das coisas na puericultura que me fazem confusão - Parte II

Das coisas na puericultura que me fazem confusão ao ponto de ter vontade de correr contra a parede, lá vai mais uma que assustou de morte - A bebé do pace-maker.



Cuidado com o telemóvel ao pé do bebé!!!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Dúvidas da dialética - Parte III


A F. anda de mal com a Ritinha. A pimpolha já destroca palavreado como o o Gaspar destroca o dinheiro do povo, no entanto...

A Rita já diz "papá"
A Rita já diz "Olá"
A Rita já diz "Titi"
E a Rita já diz "Ó pá!"
Diz coisas que parecem francês
E Mandarim também
Só ainda não deu o prazer
De chamar "mamã" à mãe...

É tramado, por mais que se esforce, insista, suborne e ameace, cada vez que diz - "Ó Ritinha, diz "mamã", a Ritinha enche os pulmões, olha a F. fundo dos olhos durante 5 segundos como nos filmes e quando a F. já se coça toda na espectativa de ser esta a tal vez em que a Rita a presenteia como um "mamã... A Ritinha sorri e grita "papá".
E custa-me ver isto. Custa-me mesmo muito. Custa-me tanto que ás vezes até me vêm as lágrimas aos olhos. Não é fácil conter o riso. Não é... Até mesmo para mim!